quarta-feira, 19 de maio de 2010

Hillary, o bush de Obama. Ou a pax americana

Inaceitável!
Como pode um paizinho desses, do nosso quintal da América Latrina, ousar ter a pretensão de nos dar lição de diplomacia...
Isso é o que teria dito, ou pensado, a toda-poderosa secretária de Estado norte-americana quando viu concretizado o acordo amarrado pelo governo brasileiro, com o apoio do governo turco, estabelecendo as normas nucleares para o Irã, coisa tentada sem sucesso anteriormente por algumas das potências do bloco de segurança da ONU...Sim, a mesma ONU que disse "não" à guerra contra o Iraque, e que George Walker B. ignorou solenemente, dizendo que faria (e fez!) o ataque alegando que o governo iraquiano possuía imenso arsenal de armas de destruição em massa, até agora não encontradas...E olha que os norte-americanos estão revirando o solo iraquiano há bastante tempo. Pois é. Agora vem a senhora Clinton -que não conseguiu pôr ordem no próprio lar-, dizer como e quando um acordo tem valor. Esse, assinado por Brasil, Irã e Turquia, não tem valor, diz ela. E tanto fez que, um dia depois de assinado, Hillary mandou para o esgoto da História o que poderia ser visto como um marco das negociações internacionais, desde que haja, realmente, vontade de que uma negociação aconteça. O chanceler brasileiro, Celso Amorim alerta: não é atitude construtiva fazer pouco caso de um acordo firmado entre três nações independentes. Há quem diga que ainda é muito difícil, pra não dizer impossível, que uma superpotência aceite o protagonismo de uma nação emergente...A conferir.

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